No último sábado, após o culto, aconteceu a festa julina com apresentação do teatro caipira. O evento foi organizado pelo departamento de jovens. Confira algumas imagens.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Medo
Quem é que nunca sentiu medo em
determinado momento de sua vida? Em uma situação de extremo perigo, por
exemplo. Ou então, medo do futuro, medo de não ser aceito ou compreendido, medo
de não ser aprovado em um teste, medo de que alguma doença lhe atinja?
O dicionário Aurélio trás a seguinte
definição de medo: “Sentimento de viva inquietação ante a noção de perigo real
ou imaginário, de ameaça”. O medo pode ser entendido como um sentimento natural
do ser humano, como uma reação do corpo frente a alguma situação de perigo.
Pode-se afirmar que o medo, até certa medida é algo bom, porque é um sentimento
de defesa do ser humano que o protege de situações de risco, evita que tome
decisões precipitadas e se prepare melhor diante dos desafios que estão a sua
frente.
Apesar de ser um sentimento natural,
viver constantemente com medo é anormal. O medo pode se tornar algo tão
corriqueiro que acaba escravizando as pessoas. Nesse sentido, o individuo não
se sente opto para realizar nada, pois tem medo de tudo. O medo nesta
intensidade pode ser observado, por exemplo, em cidades violentas onde as
pessoas têm medo até mesmo de sair de casa.
Outro ponto importante é que podemos ser
influenciados por outras pessoas para sentirmos mais ou menos medo. Alguém pode
nos contar uma história cheia de suspense que nos cause medo, mesmo que antes
estivéssemos perfeitamente calmos e tranqüilos. Por exemplo, se ouvimos uma
história ou assistimos a um filme de terror cuja cena acontece em um cemitério,
no dia seguinte, se passarmos por um cemitério a cena do filme ou da história
voltará a nossa mente e sentiremos medo. Nesse sentido, pessoas que assistem a
muitos telejornais que só transmitem tragédias e violências, sentirão medo numa
proporção bem maior do que aquelas que não assistiram a estes telejornais. Elas
foram influenciadas. Portanto, uma atitude saudável seria evitarmos nos
influenciar por esse tipo de mídia que só repassa histórias ruins e esquece das
histórias boas. Por outro lado, também podemos ser influenciados por outras
pessoas a sentirmos menos medo. Aqui entram os bons conselhos, as palavras
calmas e mansas, a companhia de alguém que nos transmite paz.
Podemos resumir que o sentimento de medo
em si não é um problema. O problema está no sentimento exagerado de medo.
Dependendo do caso é necessário um tratamento mais especializado com um
profissional habilitado. Entretanto, Deus tem orientações valiosas para
ensinar-nos a lidarmos com este sentimento. Em primeiro lugar, podemos dizer
que o sentimento exagerado de medo surgiu como uma conseqüência da queda em
pecado. Quando Adão e Eva desobedeceram a Deus comendo do fruto da árvore que
Deus lhes havia proibido, eles passaram a sentir medo de Deus. Lemos a
afirmação de Adão em Gênesis 3.10: “Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava
nu, tive medo, e me escondi”. Não é à toa que muitas pessoas, ainda hoje, têm
medo de Deus. Este medo existe porque essas pessoas não conhecem a Deus e não
compreendem o seu grande amor. Assim lemos em 1 João 4.18: “No amor não existe
medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento;
logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor”. O sentimento exagerado de
medo só acaba de fato quando conhecemos o imenso amor de Deus por nós.
Em segundo lugar, o próprio Deus, que é
amor em sua essência, nos convida a confiarmos a ele todas as nossas
preocupações que podem nos levar ao medo, e nos informa que ele está cuidando
de cada um de nós. Em 1 Pedro 5.7 lemos: “lançando sobre ele toda a vossa
ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. O cuidado do Senhor por nós é tão
especial que até mesmo dormindo sabemos que ele está velando o nosso sono. “Em
paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazer repousar
seguro”, assim lemos no Salmo 4.8. A Bíblia também nos informa que todas as
coisas cooperam para o nosso bem, assim como lemos em Romanos 8.28: “Sabemos
que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que
são chamados segundo o seu propósito”. O Senhor nos encoraja a vivermos em
confiança na sua ajuda constante. Em Isaías 41.13 lemos: “Porque eu, o Senhor,
teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo”.
Também o Senhor Jesus nos diz em João 14.27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos
dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se
atemorize”. Poderíamos lembrar-nos de muitas outras passagens bíblicas que nos
ensinam a viver sem medo e a confiarmos plenamente no Senhor, mas, para
finalizar, lembro de mais uma passagem bíblica. Josué, o sucessor de Moisés,
deveria conduzir o povo de Israel na entrada de Canaã, a terra prometida. Ele
sentiu medo da responsabilidade que estava assumindo. As palavras do Senhor
falaram alto ao seu coração e são válidas também para nós. Assim lemos em Josué
1.9: “Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu
Deus, é contigo por onde quer que andares”.
Pastor Leandro
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Qual é a sua religião?
Qual é a sua religião? A qual denominação religiosa
você pertence? No mês passado o IBGE divulgou os dados do censo de 2010
relativos a religião. O resultado mostrou uma significativa queda no percentual
de católicos e um grande aumento de evangélicos: 64,6% dos brasileiros denominam-se
Católico; 22,2% são evangélicos (englobando denominações históricas, pentecostais
e neo-pentecostais); 8% se dizem sem religião alguma e 2% adeptos do
espiritismo. O que mais me chamou a atenção foram os 8% da população
brasileira, ou seja, 15 milhões de pessoas, que responderam não pertencer a
nenhuma religião.
Não quero questionar o trabalho de pesquisa do IBGE,
no entanto, a pergunta que deveria ter sido feita não é “qual é a sua
religião?” ou “a qual denominação religiosa você pertence?”, mas sim “qual é a
religião que você pratica?”. Se esta pergunta fosse feita creio que os
resultados seriam diferentes. Há pesquisas que apontam para um número de 40% de
não praticantes em determinadas denominações religiosas. Ou seja, em alguns
casos 40% das pessoas que responderam pertencer a alguma denominação religiosa
não são praticantes. Na verdade, são pessoas sem religião. Apenas se autodenominam
religiosos, mas não vivem a sua religiosidade na prática.
Diante desse fato, me vêm à mente as palavras de Jesus
registradas no Evangelho de Mateus 7.24-27: “Todo
aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado à um
homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva,
transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela
casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve
estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que
edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram
os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a
sua ruína.”
O Senhor fala de construções sobre dois tipos de fundamentos.
Um sólido e resistente – a rocha; o outro instável e inseguro – a areia; aquele
que ouve e pratica os ensinos de Jesus constrói a sua vida sobre uma base
firme. Os problemas e dificuldades da vida não o desestabilizam. Por outro lado,
aquele que ouve, mas não pratica, constrói a sua vida sobre uma base insegura.
Estes são derrubados pelas tempestades da vida. Observe que o que diferencia um
do outro é a prática: um pratica, o outro não.
Caro leitor, responda a esta pergunta: Qual é a
religião que você pratica? Responda também a pergunta seguinte: Você de fato a
pratica? Escolher uma denominação religiosa à qual pertencer é algo que deve
ser levado muito a sério. É fundamental conhecer a história desta denominação e
os seus ensinos. Não se pode banalizar isso ou pensar que se trata de algo sem
muita importância. Entretanto, tão importante quanto pertencer a uma
denominação religiosa é praticar as palavras de Cristo que esta mesma denominação
nos ensina.
Seja um praticante da Palavra do Senhor. Construa a
sua vida sobre uma base sólida, que não venha a trazer risco para a sua vida e
de sua família. Edifique sobre as palavras e ensinos do Mestre e Salvador
Jesus. Seja um ouvinte e praticante!
Pastor Leandro
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Novos Membros
No último culto (30/06) foram recebidos, como membros da Congregação Cristo Rei, o casal Wagner e Analiza e as filhas Mariana e Ana Júlia. Ficamos felizes com mais esta família que ingressa na igreja e desejamos as mais ricas bênçãos de Deus.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
O mau hábito de adiar
“Brasileiro
deixa tudo para a última hora”. Esta frase é incansavelmente repetida em nosso
país sempre que o prazo dado para alguma atividade está chegando ao fim. De
fato, deixar para depois, adiar, procrastinar, é uma prática quase que cultural
do povo brasileiro. É verdade que nem todas as pessoas têm este triste hábito.
Mas estas são as exceções. A maioria das pessoas se enquadra no seguinte jargão:
“se algo pode ser deixado para amanhã, então para que fazer hoje?” Temos
deixado o tempo passar, mesmo sabendo que ele nunca volta.
Mas, qual é o
problema em adiar uma tarefa que precisa ser feita? Podemos dizer que há vários
problemas nisso. Em primeiro lugar, o mau hábito de deixar para amanhã
determinada tarefa e não realizá-la hoje, nos torna pessoas preguiçosas e
acomodadas. O “amanhã” nos qual nos propomos a realizar a tarefa, demora a
chegar. É como aquele cartaz que encontramos em vários estabelecimentos
comerciais: “fiado só amanhã”. E o tal “amanhã” nunca chega. O telhado que
precisa de conserto, o gramado que precisa ser aparado, o telefonema para o
amigo distante, tudo fica para o amanhã.
Em segundo
lugar, quando temos o hábito de adiar as coisas nunca fazemos nada, ou então,
fazemos o mínimo possível. Os nossos desejos, planos, sonhos vão sendo adiados
e, provavelmente, jamais se tornarão concretos. Alguém deseja, por exemplo,
aprender uma nova língua, mas sempre adia a matrícula no curso. Outra pessoa
tem o sonho de fazer um curso superior, mas também vai procrastinando o seu
ingresso na universidade. Também tem aquele casal que decidiu adiar o casamento
para um momento mais próspero da vida e, por enquanto, optaram em apenas morar
juntos. Dessa forma passam-se vários anos e tudo fica como está. Pergunto:
quando estes desejos, planos e sonhos se tornarão realidade se sempre são
adiados? Veja que quando adiamos as coisas nunca fazemos nada, ou então,
fazemos o mínimo possível.
Em terceiro
lugar, há coisas que não podem ser transferidas para outro dia. Elas precisam
ser feitas hoje. Mas, como sempre, há muitas pessoas que não observam esta
regra com a devida importância. E, dessa forma, até mesmo coisas urgentes são
deixadas para outro dia.
Veja como é
terrível este mau hábito de procrastinar. Confesso que muitas vezes eu também
tenho caído neste mau hábito. Mas, quem é que nunca adiou nada? Essa prática é
resultado do pecado que atinge a raça humana. O pecado nos torna preguiçosos,
desleixados, sem vontade para realizar tarefas, mesmo que elas sejam urgentes.
Precisamos nos arrepender verdadeiramente também deste pecado, pedir perdão ao
Senhor e desejar de todo o coração que a partir de hoje, e não de amanhã,
teremos uma nova atitude: não vamos mais adiar nada!
Se em questões
desta vida o hábito de procrastinar já é maléfico, então o que dizer das
questões espirituais? Muitas pessoas têm adiado o seu encontro com Jesus.
“Vamos ao culto? Hoje não, talvez outro dia.” O nosso relacionamento com Jesus
não é algo que pode ser adiado. Esta é a questão mais urgente de nossa vida,
porque está em jogo o nosso destino eterno. Se, durante a nossa vida aqui na
terra, tivermos um relacionamento íntimo com Jesus, se crermos nele, se
confiarmos nele, então estaremos eternamente em sua presença nos céus. Por
outro lado, se Jesus for um estranho para nós, se nem sequer o conhecermos, se ficarmos
postergando o dia em que seremos cristãos de fato, então seremos afastados
eternamente dele e ele mesmo nos dirá: “nunca vos conheci” (Mateus 7.23).
Caro leitor,
convido-o para, juntos, lançarmos fora o mau hábito de adiar. Convido-o,
também, caso você tenha adiado o seu relacionamento com Jesus, a se entregar a
ele hoje. Creia hoje! Não deixe para amanhã. Hoje é o dia da salvação, amanhã
pode ser tarde demais. Pense nisso.
terça-feira, 26 de junho de 2012
108 anos da IELB - Culto em Marechal Cândido Rondon
No dia 24 de junho aconteceu o culto festivo em alusão aos 108 anos de fundação da IELB (Igreja Evangélica Luterana do Brasil) em Marechal Cândido Rondon, PR. Mais de cinco mil pessoas participaram do evento.
Certamente todos aqueles que lá estiveram jamais se esquecerão deste culto. De nossa paróquia participamos com 88 pessoas.
Confira algumas imagens abaixo.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
IELB 108 anos
Para os luteranos, o próximo domingo, dia 24
de junho, é uma data muito especial. É a data de aniversário de fundação da
Igreja Evangélica Luterana do Brasil. Neste ano comemoramos 108 anos.
A história da Igreja Luterana no Brasil
está ligada com a história da imigração alemã, a partir de 1824. A grande
maioria dos alemães que vieram para o Brasil fixaram residência no Estado do Rio
Grande do Sul. Só depois de 1860 começaram a chegar pastores luteranos para trabalhar,
a princípio, com os imigrantes alemães. Um destes pastores que merece destaque
é o Pastor Joahann Friedrich Brutschin.
Em 1900, o pastor Brutschin cuidava de
uma congregação luterana na cidade de Novo Hamburgo, RS. Por motivos de saúde,
resolveu deixar a congregação, para voltar à Alemanha. O pastor Brutschin sabia
que nos Estados Unidos havia a Igreja Luterana - Sínodo de Missouri, fundada em
1847, que resultou da imigração alemã àquele país e que os pastores deste
Sínodo luterano tinham uma excelente formação e eram muito fiéis ao ensino
bíblico luterano.
Então, o pastor Brutschin enviou um
pedido à Igreja Luterana - Sínodo de Missouri para que enviassem um pastor para
ser o seu substituto na congregação de Novo Hamburgo.
Diante deste pedido a Igreja Luterana -
Sínodo de Missouri enviou o pastor Christian Broders para fazer um levantamento
das oportunidades missionárias no sul do Brasil.
Após a sua primeira viagem missionária
em solo brasileiro, o Pastor Broders afirmou: “eu via nas pessoas que não lhes
importava ter uma Igreja. Mas uma coisa também nela vi: que aguardente de
cana-de-açúcar, sensualidade e indiferença dominam as pessoas. Eu não posso
recomendar o Estado do Rio Grande do Sul como campo missionário”.
No entanto, ele resolveu fazer mais uma
viagem para região de Pelotas, RS. Lá ele foi informado que numa localidade
chamada colônia São Pedro (hoje Morro Redondo), existia um grupo de alemães
luteranos que não tinham pastor para lhes atender.
Na colônia São Pedro, o pastor Broders
encontrou um homem chamado August Gowert, líder leigo, versado nas Escrituras e
nas Confissões Luteranas. Este, com receio de que o pastor Broders fosse um
falso pastor, que não ensinava o Evangelho de Cristo e que não era genuinamente
luterano, avaliou o pastor Broders.
Tendo passado no teste, o pastor
Christian Broders recebeu a destra da comunhão do líder leigo, Sr. August
Gowert. Assim, em 1 de julho de 1900 foi
fundada a 1° congregação luterana confessional, com 17 famílias, na colônia São
Pedro, hoje município de Morro Redondo - RS.
Tendo dado certo a investida missionária
por parte do pastor Christian Broders, de arrebanhar luteranos dispersos, o
Sínodo de Missouri enviou mais pastores, para continuar esse trabalho de
arrebanhar os luteranos dispersos e formar congregações.
Então, no dia 24 de junho de 1904, 4
anos após a vinda do pastor Broders, foi fundada a Igreja Evangélica Luterana
do Brasil, em São Pedro do Sul, perto de Santa Maria, RS. Na época de fundação,
há 108 anos atrás, havia 1 seminário, 10 comunidades, 14 pastores e aproximadamente
3 mil membros.
Hoje, a Igreja Evangélica Luterana do
Brasil, conta com 55 distritos, 519 paróquias, 1.470 congregações, 627 pontos
de missão, 894 pastores e 238 mil membros espalhados por todo o Brasil.
Se você, estimado leitor, deseja
conhecer melhor a igreja luterana, faça-nos uma visita, participe de um culto.
Você será muito bem vindo entre nós.
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