sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dia do trabalho


Talvez você já tenha ouvido alguém dizer o seguinte: “Se um dia eu descobrir quem inventou o trabalho eu acabo com ele”. 

Segundo a Bíblia, o trabalho existe desde a criação do mundo. O próprio Deus, ao criar este mundo, trabalhou. Lemos, no livro de Gênesis, que Deus criou o mundo e todas as coisas e, após terminar a sua obra, descansou no sétimo dia. No entanto, isso não significa que Deus deixou de agir/trabalhar, mas sim que considerou bem sucedida a sua obra. Jesus diz em João: “meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”.

I - Trabalho antes e depois da queda

A. Antes da queda em pecado: Diz Gn 1.31: Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom”. Tudo era bom! O homem que Deus criara, vivia em perfeita paz. Ele era completamente feliz. Trabalhava? Como era este trabalho? Diz o livro de Gênesis que Deus plantou um jardim para o homem que ele havia criado e ordenou a ele que cultivasse e guardasse este jardim. 

B. Depois da queda: Com a queda em pecado o homem perdeu a perfeição e com isso se foram também sua paz, tranqüilidade, sossego. Em seu lugar apareceu a dor, o sofrimento.  

Gn 3.17-19:   “17 . E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida.  18.  Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo.  19.  No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás”.

Gn 3.23-24: “O SENHOR Deus, por isso, o lançou fora do jardim do Éden, a fim de lavrar a terra de que fora tomado”. É interessante notar que o homem não foi amaldiçoado por Deus, mas a terra. Desde então o trabalho se tornou algo penoso e cansativo; uma necessidade e uma obrigação. 

Há muitas pessoas que limitam sua esperança, sua felicidade, seu viver somente a este mundo. O pensamento dele se limita a “Comamos e bebamos porque amanhã morreremos” (1 Co 15.32). Para que este homem trabalha?  Ec 6.7: “Todo trabalho do homem é para a sua boca; e, contudo, nunca se satisfaz o seu apetite”.

A sociedade exige de todas as pessoas muita fidelidade, dedicação e empenho no trabalho. Os cristãos devem empenhar-se naturalmente no cultivo destas virtudes. Também para o cristão o trabalho penoso não deixa de ser uma conseqüência do pecado. Mesmo o cristão terá dificuldades, muitas vezes em sofrimento, para com o seu trabalho conseguir seu sustento.

O cristão vê o seu estar neste mundo de maneira diferente que o não cristão (pagão). Toda a vida do cristão é sustentada pela esperança da felicidade vindoura na eternidade. O trabalho do cristão também tem um significado diferente. Ele deixa de ser somente sofrimento, para se tornar alegria de servir a Deus e ao próximo.

No nosso trabalho seja ele qual for sejamos instrumentos de Deus.  Sigamos o exemplo de Paulo que pode dizer: Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo”. 1 Co 15.10. 

Cada um de nós é importante no lugar onde Deus nos colocou. Não importa qual seja o seu trabalho/profissão, desde que seja algo digno/correto. Você é importante para Deus e para o próximo. Saiba louvar e agradecer a Deus também pelo seu trabalho.

Pastor Leandro

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Culto 108º aniversário da IELB


Vamos reservar esta data (24/06) para participarmos do culto de gratidão pelo 108º aniversário de fundação da IELB. Acontecerá em Marechal Cândido Rondon, às 09:00h. O departamento de leigos está organizando uma caravana para este evento. No dia 19/05 teremos um rodízio de pizzas após o culto com o objetivo de angariar recursos para a viagem. Em breve estaremos iniciando as inscrições para este evento.
Participe e estimule outros a participarem!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Páscoa 2012

Na noite de sexta-feira Santa aconteceu o programa especial de Páscoa na Congregação Cristo Rei. Crianças, jovens e adultos apresentaram encenações da Paixão de Cristo. Fica aqui nossa gratidão a todos os que se comprometeram com os teatros. Confira algumas imagens.

 



sexta-feira, 30 de março de 2012

Domingo de Ramos


O Domingo de Ramos é o último domingo antes da Páscoa e é assim chamado em alusão à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado num jumentinho. Naquela ocasião o povo fez um grande tapete para Jesus passar, com suas vestes e com ramos de árvores. Todos diziam, ou cantavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Hosana, nas maiores alturas!”. Os ramos utilizados naquele tapete deram nome a este domingo no calendário litúrgico da igreja.
Hosana é uma palavra hebraica que significa “salva, pedimos”. Pode ser uma saudação, um cântico de louvor ou uma oração como encontramos, por exemplo, no Salmo 118.25: “Oh! Salva-nos, Senhor, nós te pedimos”. Seja como for, Jesus foi ovacionado pela multidão como acontecia no retorno de um rei, após sua vitória numa batalha.
Este episódio é o cumprimento da profecia de Zacarias 9.9: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado num jumento, num jumentinho, cria de jumenta”. Jesus é identificado como ‘rei’. Um rei justo, salvador e humilde.
Surge aqui uma pergunta importante: a multidão que, na entrada de Jerusalém, saudava Jesus como se fosse um herói de guerra, sabia que ele estava indo para o seu martírio ou será que o saudavam com a idéia de que Jesus se assentaria num trono político e reinaria sobre eles como fez o rei Davi no passado?
A idéia de um reinado terreno do Messias estava no coração de muitos judeus e até mesmo dos próprios discípulos. A expectativa geral da nação era a de que o Messias prometido, quando viesse, restauraria fisicamente o reino de Israel, ou seja, expulsaria os romanos que os dominavam e daria início a um novo reinado independente. O povo seria livre novamente. Mas, na sexta-feira, quando Jesus foi crucificado e morto na cruz, esta expectativa de um reinado terreno ficou frustrada.
Em nenhum momento no seu ministério Jesus afirmou que o seu reinado seria neste mundo ou que ele se assentaria num trono como os demais governantes. Bem pelo contrário, ele deixou claro que a sua missão ao vir ao mundo era sofrer e morrer na cruz, como oferta pelo pecado de toda a humanidade. O seu reino, portanto, se encontra além deste mundo. Jesus mesmo disse a Pilatos, governador romano da Judéia, enquanto este o interrogava: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (Jo 18.36).
Jesus não veio meramente para nos livrar dos problemas deste mundo como esperava o povo de Israel. É verdade que Jesus promete nos amparar e auxiliar em todas as coisas deste mundo, mas o grande motivo da sua vinda foi nos livrar da condenação eterna, da morte eterna, e nos dar, pela fé, a salvação, a vida eterna.
Muitas são as pessoas que buscam e clamam a Jesus com a única expectativa de que ele resolva todos os seus problemas terrenos. Muitos acabam se frustrando. Jesus não resolveu o grande problema do povo de Israel: o jugo dos romanos. E talvez ele também não nos dê uma solução para as nossas questões terrenas. No entanto, de uma coisa podemos ter certeza: ele resolve o nosso maior problema – o pecado! Ele nos livra da condenação eterna e nos dá o perdão, a vida eterna, a salvação.
Neste sentido Jesus deve ser saudado e ovacionado por todos. Quando compreendemos o real sentido de sua vinda ao mundo e o que ele conquistou por nós na cruz, entendemos também porque ele é chamado rei e salvador. Então podemos dizer, cheios de fé: Hosana – salva, pedimos – bendito o que vem em nome do Senhor!
Pastor Leandro

segunda-feira, 26 de março de 2012

Encontro de Professores de Escola Dominical

Nos dias 24 e 25 de março aconteceu o encontro distrital de professores de escola dominical em nossa congregação. Participaram aproximadamente 20 professores de, pelo menos, 6 paróquias do distrito. De nossa Congregação participaram as professoras: Greice, Elaine, Vitória, Roberta e a Liz, que está iniciando como auxiliar . Confira algumas imagens do evento.



sexta-feira, 23 de março de 2012

Salvação, o presente de Deus Pai através de Cristo!


Quando nós recebemos um presente, não precisamos pagar por ele. Isso não significa que o presente não tenha valor algum, mas sim que alguém já pagou pelo seu preço. A Bíblia nos ensina que o grande presente que Deus nos dá é a salvação eterna. Um presente do qual nenhum de nós precisa pagar, mas que Deus já pagou o preço devido. Aliás, um altíssimo preço! Para nos dar a vida eterna Deus Pai entregou à morte o seu Filho. Somente com o sacrifício santo e perfeito de Jesus nós somos salvos da morte eterna. Deus Pai pagou um preço altíssimo pela salvação de cada um de nós. 

Isso me faz lembrar uma pequena história:
Conta-se que o pastor de uma determinada igreja subiu ao púlpito e, antes de pregar sua mensagem no culto da noite, fez uma apresentação ligeira de outro ministro que os visitava. Contou à congregação que se tratava de um dos seus amigos mais queridos desde sua infância. E desejava que ele dirigisse à igreja uma palavrinha, algo que estivesse em seu coração.

Foi assim que um homem, já idoso, levantou-se e começou a falar. Iniciou contando que, certa vez, um pai, seu filho, e um amigo do filho decidiram fazer um passeio de barco na costa do Oceano Pacífico. De repente, uma tempestade fortíssima bloqueou-lhes a possibilidade de voltarem à terra firme.

As ondas eram tão altas, que mesmo o pai, um marinheiro experiente, não conseguia manter o barco “em pé”, de modo que este acabou virando, e os três foram lançados ao mar. Nesse ponto da história, o senhor fez uma pausa, olhando para dois adolescentes que começavam a mostrar algum interesse pelo que ele dizia. 

Então continuou, dizendo que o pai conseguiu apanhar uma corda, enquanto permanecia agarrado ao barco. E ali, naquela hora, teve que tomar a decisão mais difícil da sua vida: a qual dos dois rapazes deveria jogar a outra ponta da corda? Tinha poucos segundos para decidir, mas, sabendo que o seu filho era um seguidor do Senhor Jesus, e o amigo dele não, em grande agonia gritou: - “Filho, eu te amo!!!” , e jogou a corda na direção do amigo dele. Enquanto salvava o amigo, seu filho foi tragado pelas águas bravias do Pacífico, para não mais ser encontrado.

A essa altura, os dois adolescentes estavam prestando muita atenção ao que aquele senhor dizia. “O pai”, disse ele, “sabia que o seu filho entraria na eternidade com Jesus. Ele não podia nem pensar em deixar o amigo de seu filho perecer sem conhecer o Salvador! E foi por isso que se dispôs a sacrificar seu próprio filho, para salvar o amigo dele. Quão maravilhoso é o amor de Deus! Ele fez a mesma coisa por nós! Nosso Pai Celestial sacrificou o Seu Único Filho, a fim de que nós pudéssemos ser salvos. Por isso, eu quero que olhem para a Sua oferta de salvação. Ele está jogando a corda da salvação até vocês neste culto”. Tendo dito isso o velhinho sentou-se.

Um grande silêncio tomou conta da igreja. Após o culto, os dois adolescentes foram falar com ele. Sem ser indelicado, um deles disse: - “Foi boa aquela história que o senhor contou; mas, não acho que o pai tenha sido realista. Sacrificou a vida do seu filho baseado em mera esperança de que seu amigo viesse a tornar-se um cristão”!

- “E é aí mesmo que está a chave da questão”, respondeu o velhinho, enquanto olhava para sua Bíblia já bastante surrada e gasta...Levantando os olhos, e com um grande sorriso na face, ele disse: - “De fato, não parece muito lógico, não é verdade? Mas, essa história me faz entender um pouquinho o que deve ter significado para o nosso Pai Celestial o fato de dar o Seu Único Filho por amor a mim... Sabe... nessa história que contei, o pai era eu, e o pastor desta igreja, o amigo do meu filho”.

Caro leitor, a salvação eterna é o grande presente que Deus nos dá por meio do sacrifício do seu Filho Jesus. Nós, que recebemos o presente, não precisamos pagá-lo. Basta que o aceitemos com fé e gratidão. Creia em Jesus e em sua obra salvadora na cruz. Receba este presente de Deus e viva em alegria.
Pastor Leandro

sexta-feira, 16 de março de 2012

A Contemplação do Sofrimento de Cristo



O sofrimento e a morte de Jesus constituem, juntamente com a ressurreição, o centro da fé cristã. Na Idade Média, a contemplação de Jesus em seu sofrimento físico e psíquico constituía uma das principais fontes de fortalecimento da fé. Naquela época a vida humana estava exposta, em grau bem maior do que hoje, a muitos perigos, desde catástrofes naturais até a peste bubônica e a violência das guerras. Em seu sofrimento, os cristãos identificavam-se facilmente com Jesus, o sofredor por excelência, impiedosamente crucificado e morto, e nele encontravam consolo e força para enfrentar as adversidades da vida.
Na época de Lutero as práticas de contemplação do sofrimento de Cristo haviam se multiplicado, tornando-se, muitas vezes, bastante superficiais. Em vista disso, Lutero redigiu um sermão, em 1519, sobre a paixão de Cristo, mostrando a maneira adequada de contemplar o sofrimento de Cristo. O sermão foi amplamente divulgado e tornou-se muito popular.

Algumas pessoas meditam o sofrimento de Cristo indignando-se contra os judeus e censurando Judas pelo que fez. Isto com certeza não significa meditar o sofrimento de Cristo, e sim a maldade de Judas e dos demais. Outras pessoas têm compaixão de Cristo, lamentando-o e pranteando-o como um homem inocente. Foi o que fizeram as mulheres que, de Jerusalém, seguiram atrás de Cristo batendo no peito e lamentando e foram repreendidas por ele no sentido de que não chorassem por ele, mas por si mesmas e por seus filhos (Lucas 23.27-28).
O sofrimento de Cristo é meditado autenticamente por aquelas pessoas que se assustam por causa do severo rigor de Deus para com o pecado. Deus feriu o seu Filho por causa do pecado do ser humano. O que será dos pecadores, se até o querido Filho é ferido assim? Se pensarmos que é o próprio Filho de Deus quem sofre, ninguém deixará de ficar assustado.
Na verdade, quem tortura a Cristo dessa forma somos nós mesmos, pois os nossos pecados são responsáveis por seu sofrimento. Foi o que Pedro disse às pessoas que o ouviam: “Vocês o crucificaram” (At 2.37). Por isso, ao vermos os pregos atravessarem as mãos de Cristo, podemos ter certeza de que é obra nossa; ao vermos a coroa de espinhos, podemos ver que são os nossos maus pensamentos, etc. Quando um espinho fere a Cristo, seria justo que nos ferissem mais de cem mil espinhos; quando um prego atravessa as mãos ou os pés de Cristo, nós é que deveríamos sofrer com cem pregos.
Todo o proveito do sofrimento de Cristo depende de nós chegarmos ao conhecimento de nós mesmos, nos assustarmos conosco e ficarmos quebrantados. Pois nós somos aquele que, através de seu pecado, estrangulou e crucificou o Filho de Deus. Se não chegarmos a isso, o sofrimento de Cristo ainda não nos trouxe o devido proveito.
Nós precisamos pedir a Deus que abrande o nosso coração e permita que meditemos o sofrimento de Cristo de modo frutífero, a fim de que sejamos transformados em nosso ser. Pois nem é possível que o sofrimento de Cristo seja meditado com profundidade por nós mesmos, a menos que Deus o derrame em nosso coração.
Quando nós nos conscientizamos de nossos pecados e ficamos profundamente assustados conosco mesmos precisamos cuidar para que os pecados não fiquem desse jeito em nossa consciência. É preciso derramá-los novamente sobre Cristo. Tiremos o nosso pecado de cima de nós e o atiremos para cima de Cristo crendo firmemente que suas chagas e sofrimentos são nossos pecados e que ele os carrega e paga por eles. Quanto mais nossa consciência nos acusar, tanto mais devemos confiar nessa verdade. Cristo ressuscitou para nos tornar justos e livres de todos os pecados. Esta é a contemplação do grande amor de Cristo por nós. Amor este que o obriga a carregar o fardo tão pesado de nossa consciência e nosso pecado.
Quando, enfim, nosso coração estiver firmado em Cristo e tivermos nos tornado inimigos dos pecados – por amor e não por medo do castigo – então o sofrimento de Cristo será um exemplo para toda a nossa vida.
Quando formos incomodados por sofrimentos ou por uma doença, reflitamos como isso é pequeno em comparação com a coroa de espinhos e os pregos de Cristo.
Quando tivermos que fazer ou deixar de fazer algo que nos contraria, pensemos como Cristo, amarrado e preso, foi levado de um lado para outro.
Se formos atribulados pelo orgulho, reparemos o quanto nosso Senhor é debochado e desprezado junto aos malfeitores.
Se ódio, inveja ou sentimento de vingança nos atribularem, pensemos em quantas lágrimas Cristo orou por nós e por todos os seus inimigos, quando seria justo que ele se vingasse.
Se tristeza ou outras adversidades nos afligirem, fortalecemos o nosso coração e digamos: “ora, por que eu também não poderia passar por uma pequena tristeza, já que, no Getsêmani, meu Senhor suou sangue, de tanto medo e tristeza”?
Em Cristo podemos encontrar força e alívio em todas as situações. Que Deus nos abençoe para que possamos trazer diariamente a vida e o nome de Cristo para dentro de nossa vida.

Resumido e adaptado de Um Sermão sobre a Contemplação do Santo Sofrimento de Cristo. In Obras Selecionadas. v. 1. Porto Alegre: Concórdia; São Leopoldo: Sinodal, 1987, p. 249-256.