Na noite de sexta-feira Santa aconteceu o programa especial de Páscoa na Congregação Cristo Rei. Crianças, jovens e adultos apresentaram encenações da Paixão de Cristo. Fica aqui nossa gratidão a todos os que se comprometeram com os teatros. Confira algumas imagens.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
Domingo de Ramos
O Domingo de Ramos é o último domingo antes da Páscoa e é assim chamado em
alusão à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montado num jumentinho.
Naquela ocasião o povo fez um grande tapete para Jesus passar, com suas vestes
e com ramos de árvores. Todos diziam, ou cantavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem,
o reino de Davi, nosso pai! Hosana, nas maiores alturas!”. Os ramos
utilizados naquele tapete deram nome a este domingo no calendário litúrgico da
igreja.
Hosana
é uma palavra hebraica que significa “salva, pedimos”. Pode ser uma saudação,
um cântico de louvor ou uma oração como encontramos, por exemplo, no Salmo
118.25: “Oh! Salva-nos, Senhor, nós te pedimos”. Seja como for, Jesus foi
ovacionado pela multidão como acontecia no retorno de um rei, após sua vitória
numa batalha.
Este
episódio é o cumprimento da profecia de Zacarias 9.9: “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí
te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado num jumento, num
jumentinho, cria de jumenta”. Jesus é identificado como ‘rei’. Um rei
justo, salvador e humilde.
Surge
aqui uma pergunta importante: a multidão que, na entrada de Jerusalém, saudava
Jesus como se fosse um herói de guerra, sabia que ele estava indo para o seu
martírio ou será que o saudavam com a idéia de que Jesus se assentaria num
trono político e reinaria sobre eles como fez o rei Davi no passado?
A
idéia de um reinado terreno do Messias estava no coração de muitos judeus e até
mesmo dos próprios discípulos. A expectativa geral da nação era a de que o
Messias prometido, quando viesse, restauraria fisicamente o reino de Israel, ou
seja, expulsaria os romanos que os dominavam e daria início a um novo reinado
independente. O povo seria livre novamente. Mas, na sexta-feira, quando Jesus
foi crucificado e morto na cruz, esta expectativa de um reinado terreno ficou
frustrada.
Em
nenhum momento no seu ministério Jesus afirmou que o seu reinado seria neste
mundo ou que ele se assentaria num trono como os demais governantes. Bem pelo
contrário, ele deixou claro que a sua missão ao vir ao mundo era sofrer e
morrer na cruz, como oferta pelo pecado de toda a humanidade. O seu reino,
portanto, se encontra além deste mundo. Jesus mesmo disse a Pilatos, governador
romano da Judéia, enquanto este o interrogava: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os
meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos
judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (Jo 18.36).
Jesus
não veio meramente para nos livrar dos problemas deste mundo como esperava o
povo de Israel. É verdade que Jesus promete nos amparar e auxiliar em todas as
coisas deste mundo, mas o grande motivo da sua vinda foi nos livrar da condenação
eterna, da morte eterna, e nos dar, pela fé, a salvação, a vida eterna.
Muitas
são as pessoas que buscam e clamam a Jesus com a única expectativa de que ele
resolva todos os seus problemas terrenos. Muitos acabam se frustrando. Jesus
não resolveu o grande problema do povo de Israel: o jugo dos romanos. E talvez
ele também não nos dê uma solução para as nossas questões terrenas. No entanto,
de uma coisa podemos ter certeza: ele resolve o nosso maior problema – o
pecado! Ele nos livra da condenação eterna e nos dá o perdão, a vida eterna, a
salvação.
Neste
sentido Jesus deve ser saudado e ovacionado por todos. Quando compreendemos o
real sentido de sua vinda ao mundo e o que ele conquistou por nós na cruz,
entendemos também porque ele é chamado rei e salvador. Então podemos dizer,
cheios de fé: Hosana – salva, pedimos – bendito o que vem em nome do Senhor!
Pastor Leandro
segunda-feira, 26 de março de 2012
Encontro de Professores de Escola Dominical
Nos dias 24 e 25 de março aconteceu o encontro distrital de professores de escola dominical em nossa congregação. Participaram aproximadamente 20 professores de, pelo menos, 6 paróquias do distrito. De nossa Congregação participaram as professoras: Greice, Elaine, Vitória, Roberta e a Liz, que está iniciando como auxiliar . Confira algumas imagens do evento.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Salvação, o presente de Deus Pai através de Cristo!
Quando nós
recebemos um presente, não precisamos pagar por ele. Isso não significa que o
presente não tenha valor algum, mas sim que alguém já pagou pelo seu preço. A
Bíblia nos ensina que o grande presente que Deus nos dá é a salvação eterna. Um
presente do qual nenhum de nós precisa pagar, mas que Deus já pagou o preço
devido. Aliás, um altíssimo preço! Para nos dar a vida eterna Deus Pai entregou
à morte o seu Filho. Somente com o sacrifício santo e perfeito de Jesus nós
somos salvos da morte eterna. Deus Pai pagou um preço altíssimo pela salvação
de cada um de nós.
Isso me faz
lembrar uma pequena história:
Conta-se que o pastor de uma determinada igreja subiu ao púlpito e, antes de pregar
sua mensagem no culto da noite, fez uma apresentação ligeira de outro ministro
que os visitava. Contou à congregação que se tratava de um dos seus amigos mais
queridos desde sua infância. E desejava que ele dirigisse à igreja uma
palavrinha, algo que estivesse em seu coração.
Foi assim que um homem, já idoso, levantou-se e começou a falar. Iniciou
contando que, certa vez, um pai, seu filho, e um amigo do filho decidiram fazer
um passeio de barco na costa do Oceano Pacífico. De repente, uma tempestade fortíssima
bloqueou-lhes a possibilidade de voltarem à terra firme.
As ondas eram tão altas, que mesmo o pai, um marinheiro experiente,
não conseguia manter o barco “em pé”, de modo que este acabou virando, e os
três foram lançados ao mar. Nesse ponto da história, o senhor fez uma pausa,
olhando para dois adolescentes que começavam a mostrar algum interesse pelo que
ele dizia.
Então continuou, dizendo que o pai conseguiu apanhar uma corda,
enquanto permanecia agarrado ao barco. E ali, naquela hora, teve que tomar a
decisão mais difícil da sua vida: a qual dos dois rapazes deveria jogar a outra
ponta da corda? Tinha poucos segundos para decidir, mas, sabendo que o seu
filho era um seguidor do Senhor Jesus, e o amigo dele não, em grande agonia
gritou: - “Filho, eu te amo!!!” , e jogou a corda na direção do amigo dele.
Enquanto salvava o amigo, seu filho foi tragado pelas águas bravias do
Pacífico, para não mais ser encontrado.
A essa altura, os dois adolescentes estavam prestando muita atenção ao
que aquele senhor dizia. “O pai”, disse ele, “sabia que o seu filho entraria na
eternidade com Jesus. Ele não podia nem pensar em deixar o amigo de seu filho
perecer sem conhecer o Salvador! E foi por isso que se dispôs a sacrificar seu
próprio filho, para salvar o amigo dele. Quão maravilhoso é o amor de Deus! Ele
fez a mesma coisa por nós! Nosso Pai Celestial sacrificou o Seu Único Filho, a
fim de que nós pudéssemos ser salvos. Por isso, eu quero que olhem para a Sua
oferta de salvação. Ele está jogando a corda da salvação até vocês neste
culto”. Tendo dito isso o velhinho sentou-se.
Um grande silêncio tomou conta da igreja. Após o culto, os dois
adolescentes foram falar com ele. Sem ser indelicado, um deles disse: - “Foi
boa aquela história que o senhor contou; mas, não acho que o pai tenha sido
realista. Sacrificou a vida do seu filho baseado em mera esperança de que seu
amigo viesse a tornar-se um cristão”!
- “E é aí mesmo que está a chave da questão”, respondeu o velhinho,
enquanto olhava para sua Bíblia já bastante surrada e gasta...Levantando os
olhos, e com um grande sorriso na face, ele disse: - “De fato, não parece muito
lógico, não é verdade? Mas, essa história me faz entender um pouquinho o que
deve ter significado para o nosso Pai Celestial o fato de dar o Seu Único Filho
por amor a mim... Sabe... nessa história que contei, o pai era eu, e o pastor
desta igreja, o amigo do meu filho”.
Caro leitor, a salvação eterna é o grande presente que Deus nos dá por
meio do sacrifício do seu Filho Jesus. Nós, que recebemos o presente, não
precisamos pagá-lo. Basta que o aceitemos com fé e gratidão. Creia em Jesus e
em sua obra salvadora na cruz. Receba este presente de Deus e viva em alegria.
Pastor Leandro
sexta-feira, 16 de março de 2012
A Contemplação do Sofrimento de Cristo
O sofrimento e a
morte de Jesus constituem, juntamente com a ressurreição, o centro da fé
cristã. Na Idade Média, a contemplação de Jesus em seu sofrimento físico e
psíquico constituía uma das principais fontes de fortalecimento da fé. Naquela
época a vida humana estava exposta, em grau bem maior do que hoje, a muitos
perigos, desde catástrofes naturais até a peste bubônica e a violência das
guerras. Em seu sofrimento, os cristãos identificavam-se facilmente com Jesus,
o sofredor por excelência, impiedosamente crucificado e morto, e nele
encontravam consolo e força para enfrentar as adversidades da vida.
Na época de Lutero
as práticas de contemplação do sofrimento de Cristo haviam se multiplicado,
tornando-se, muitas vezes, bastante superficiais. Em vista disso, Lutero
redigiu um sermão, em 1519, sobre a paixão de Cristo, mostrando a maneira
adequada de contemplar o sofrimento de Cristo. O sermão foi amplamente
divulgado e tornou-se muito popular.
Algumas pessoas meditam o sofrimento de Cristo
indignando-se contra os judeus e censurando Judas pelo que fez. Isto com
certeza não significa meditar o sofrimento de Cristo, e sim a maldade de Judas
e dos demais. Outras pessoas têm compaixão de Cristo, lamentando-o e
pranteando-o como um homem inocente. Foi o que fizeram as mulheres que, de
Jerusalém, seguiram atrás de Cristo batendo no peito e lamentando e foram
repreendidas por ele no sentido de que não chorassem por ele, mas por si mesmas
e por seus filhos (Lucas 23.27-28).
O sofrimento de Cristo é meditado autenticamente por
aquelas pessoas que se assustam por causa do severo rigor de Deus para com o
pecado. Deus feriu o seu Filho por causa do pecado do ser humano. O que será
dos pecadores, se até o querido Filho é ferido assim? Se pensarmos que é o
próprio Filho de Deus quem sofre, ninguém deixará de ficar assustado.
Na verdade, quem tortura a Cristo dessa forma somos nós
mesmos, pois os nossos pecados são responsáveis por seu sofrimento. Foi o que Pedro
disse às pessoas que o ouviam: “Vocês o crucificaram” (At 2.37). Por isso, ao
vermos os pregos atravessarem as mãos de Cristo, podemos ter certeza de que é
obra nossa; ao vermos a coroa de espinhos, podemos ver que são os nossos maus
pensamentos, etc. Quando um espinho fere a Cristo, seria justo que nos ferissem
mais de cem mil espinhos; quando um prego atravessa as mãos ou os pés de
Cristo, nós é que deveríamos sofrer com cem pregos.
Todo o proveito do sofrimento de Cristo depende de nós
chegarmos ao conhecimento de nós mesmos, nos assustarmos conosco e ficarmos
quebrantados. Pois nós somos aquele que, através de seu pecado, estrangulou e
crucificou o Filho de Deus. Se não chegarmos a isso, o sofrimento de Cristo
ainda não nos trouxe o devido proveito.
Nós precisamos pedir a Deus que abrande o nosso coração e
permita que meditemos o sofrimento de Cristo de modo frutífero, a fim de que
sejamos transformados em nosso ser. Pois nem é possível que o sofrimento de
Cristo seja meditado com profundidade por nós mesmos, a menos que Deus o
derrame em nosso coração.
Quando nós nos conscientizamos de nossos pecados e ficamos
profundamente assustados conosco mesmos precisamos cuidar para que os pecados
não fiquem desse jeito em nossa consciência. É preciso derramá-los novamente
sobre Cristo. Tiremos o nosso pecado de cima de nós e o atiremos para cima de
Cristo crendo firmemente que suas chagas e sofrimentos são nossos pecados e que
ele os carrega e paga por eles. Quanto mais nossa consciência nos acusar, tanto
mais devemos confiar nessa verdade. Cristo ressuscitou para nos tornar justos e
livres de todos os pecados. Esta é a contemplação do grande amor de Cristo por
nós. Amor este que o obriga a carregar o fardo tão pesado de nossa consciência
e nosso pecado.
Quando, enfim, nosso coração estiver firmado em Cristo e
tivermos nos tornado inimigos dos pecados – por amor e não por medo do castigo
– então o sofrimento de Cristo será um exemplo para toda a nossa vida.
Quando formos incomodados por sofrimentos ou por uma
doença, reflitamos como isso é pequeno em comparação com a coroa de espinhos e
os pregos de Cristo.
Quando tivermos que fazer ou deixar de fazer algo que nos
contraria, pensemos como Cristo, amarrado e preso, foi levado de um lado para
outro.
Se formos atribulados pelo orgulho, reparemos o quanto
nosso Senhor é debochado e desprezado junto aos malfeitores.
Se ódio, inveja ou sentimento de vingança nos atribularem,
pensemos em quantas lágrimas Cristo orou por nós e por todos os seus inimigos,
quando seria justo que ele se vingasse.
Se tristeza ou outras adversidades nos afligirem,
fortalecemos o nosso coração e digamos: “ora, por que eu também não poderia
passar por uma pequena tristeza, já que, no Getsêmani, meu Senhor suou sangue,
de tanto medo e tristeza”?
Em Cristo podemos encontrar força e alívio em todas as
situações. Que Deus nos abençoe para que possamos trazer diariamente a vida e o
nome de Cristo para dentro de nossa vida.
Resumido e adaptado de Um
Sermão sobre a Contemplação do Santo Sofrimento de Cristo. In Obras Selecionadas. v. 1. Porto Alegre:
Concórdia; São Leopoldo: Sinodal, 1987, p. 249-256.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Casquinhas para a Páscoa
As servas da Congregação Cristo Rei já estão trabalhando na confecção de casquinhas de amendoim para a Páscoa. Faça a sua encomenda!
Almoço Comunitário
O primeiro almoço comunitário de 2012 da Congregação Cristo Rei aconteceu no último domingo, dia 11 de março. Aproximadamente 100 pessoas saborearam um delicioso churrasco de costela. O objetivo deste almoço é promover a confraternização entre os membros. Agradecemos a todos que participaram e de modo especial aos que trabalharam. Confira algumas imagens.
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